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Créditos

República Federativa do Brasil

Presidente da República

DILMA VANA ROUSSEFF

Ministra da Cultura

ANA DE HOLLANDA


Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)

JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR

 

Museu Imperial

Diretor

MAURÍCIO VICENTE FERREIRA JÚNIOR

Coordenador Técnico

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Coordenador Administrativo

Sérgio Abrahão

 

Sociedade de Amigos do Museu Imperial

Presidente

MIGUEL PACHÁ

Vice-presidente

Marcelo Luiz da Silva Soares

Diretor-tesoureiro

Paulo Monteiro Cerqueira

Diretora Cultural

Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves

Diretora-secretária

Maria Pia da Rocha Miranda

 

 

Projeto DAMI

Patrocínio da IBM, com base na lei federal de renúncia fiscal

Apoio do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC)

 

Equipe do Projeto

Coordenador Geral

Sérgio Abrahão

Coordenadora Técnica

Monique de Siqueira Gonçalves

Consultor de TI

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Assistente Administrativo

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Arquivo Histórico

Neibe Cristina Machado da Costa

Juliana Werneck Machado

Biblioteca

Claudia Maria Souza Costa

Sandra Lúcia Pinho da Silva

Juliana Teresa Hannickel

Casa Geyer

Maria Inez Turazzi

Conservação

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Sandra Checluski Souza

Museologia

Ana Luísa Alonso de Camargo

Prisciline Altoé da Silva

Revisora

Rosana Carvalho de Oliveira Miranda

Técnico em imagem

George Milek

Digitalizadores

Ana Clara do Carmo Silveira

Carolina Moreira da Silva Knibel

Juliano Simões Afonso

 

Coleção Visconde de Itaboraí

Coleção Visconde de Itaboraí

visconde_itaboraiA Coleção Visconde de Itaboraí é composta de 46 documentos originais e 3 fotocópias que foram doadas ao Museu Imperial por seu bisneto, John Raphael Shalders, em 4 de outubro de 1984, por intermédio de Carlos Otávio Lúcio Cabral de Andrade. Todos os documentos dessa coleção encontram-se sob a guarda do Arquivo Histórico do Museu Imperial e estão subdivididos em 32 dossiês. Tais documentos compreendem o período de 1824 a 1886 e tratam da trajetória política de Joaquim José Rodrigues Torres, visconde de Itaboraí.

O visconde de Itaboraí – dados biográficos

 Nasceu em 13 de dezembro de 1802, na cidade de Porto de Caxias, município de Itaboraí, na província do Rio de Janeiro e faleceu também no Rio de Janeiro em 8 de janeiro de 1872, aos 69 anos. Estudou na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Matemática (1821-1825) onde obteve o grau de bacharel em Ciências da Matemática. Voltando ao Rio de Janeiro, em 1826, foi nomeado lente substituto da Academia Militar, cargo que ocupou até 1833; entremeando esse período, em 1827, viajou para a Europa, com o objetivo de aprofundar seus estudos, permanecendo dois anos em Paris.

 

Em 1831, voltou da Europa, iniciando suas participações em diversas gazetas; atribui-se especial relevância para a sua colaboração no periódico O Independente que circulou de 1831 a 1833. No mesmo ano, iniciou sua carreira política, ocupando a pasta da Marinha no primeiro gabinete da Regência Trina Permanente, posição que ocupou por outras quatro vezes: de 7 de novembro de 1832 a 30 de junho de 1834; de 19 de setembro de 1837 a 16 de abril de 1839; de 23 de maio de 1840 a 24 de julho de 1840 e de 20 de janeiro de 1843 a 2 de fevereiro de 1844.

Por três vezes ocupou a pasta de secretário e ministro dos Negócios da Fazenda; pela primeira vez, em 1831, como substituto de Bernardo Pereira de Vasconcelos e, mais tarde, de 1848 a 1853 e de 1868 a 1870. Nesse ínterim, ocupou também outros cargos de grande relevância, como o de primeiro presidente da província do Rio de Janeiro, de 11 de maio de 1852 a 6 de setembro de 1853 e de 16 de julho de 1868 a 29 de setembro de 1870.

Também foi eleito deputado pela província do Rio de Janeiro na terceira, quarta e quinta legislaturas (1834-1844), sendo nomeado senador do Império, pela mesma província, no último ano. Em 1853, ingressou no Conselho de Estado, sendo-lhe concedido, por decreto, em 2 de dezembro de 1854, o título de visconde de Itaboraí, com honras de grandeza.

Atuou como primeiro presidente do Conselho Inspetor e Fiscal da primeira Caixa Econômica da Corte (1859 e 1860) e, por duas vezes, foi nomeado presidente do Banco do Brasil (1855 e 1859). Ocupou também o cargo de presidente do Conselho Fiscal do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura.

Obteve, durante a sua carreira, as condecorações da Imperial Ordem do Cruzeiro, da Grã-Cruz da Ordem de Carlos III da Espanha; foi sócio do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro a partir de 1839; sócio honorário do Instituo Histórico da Bahia a partir de 1858 e sócio do Instituo Politécnico Brasileiro a partir de 1869.

Foi um dos principais líderes do Partido Conservador e um dos expoentes da chamada "Trindade Saquarema" — formada por membros de famílias abastadas da elite fluminense — que deu apoio e sustentação à consolidação da centralização política do Segundo Reinado em torno da figura do imperador Pedro II e do Poder Moderador.


Fontes bibliográficas, sobre o Visconde de Itaboraí, existentes no Museu Imperial:

ANDRADA, Antônio Carlos Ribeiro de. O ministro da fazenda da Independência. IHGB, 1913. 452p.

BARATA, Carlos Almeida. Dicionário das famílias brasileiras. São Paulo: Ibero América, [1999].

BRASIL. Câmara dos Deputados. Organisações e programmas ministeriaes desde 1822 a 1889. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1889. 469p.

BRASIL. Congresso Nacional. Fallas do throno desde o anno de 1823 até o anno de 1872, acompanhadas dos respectivos votos de graças da Camara temporaria. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1872. 751p.

BRASIL. Congresso. Senado Federal.  Annaes do Parlamento Brasileiro. Rio de Janeiro: Empreza do Diário, 1858.

BRASIL. Ministério da Fazenda. Ministros da Fazenda: 1822-1972. Rio de Janeiro: [s.n.], 1972. 240p.

CAMINHA, Herick Marques. História Administrativa do Brasil: Organização e administração do Ministério da Marinha no Império. Coordenação de Vicente Tapajós. Brasília: Fundação Centro de Formação do Servidor Público; Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1986. 479p.

CARMO, José de Arimatéia Pinto do. Ministros da Fazenda...edição especial comemorativa da inauguração do palácio sede do Ministério da Fazenda. Rio de Janeiro: [Pongetti], 1944. 474p.

DEIRÓ, Pedro Eunápio da Silva. Estadistas e parlamentares... por Timon [pseud.]. Rio de Janeiro: Molarinho & Mont'Alverne, 1883. 93p.

FERNANDES, Carlos F. de Sousa. Senado brazileiro: relaçäo por ordem chronologica dos senadores do Brazil desde a fundaçäo do Senado do Imperio, em 1826, até a sua dissoluçäo em 1889; e do Senado da Re. Rio de Janeiro: Pap. e Typ. Ao Luzeiro, 1912.

FIGUEIREDO, Affonso Celso de Assis. Oito Annos de Parlamento: Poder pessoal de d. Pedro II: Reminiscências e Notas. Nova edição augmentada São Paulo: Melhoramentos, 1928. 248p.

LYRA, Carlos Tavares. Instituições políticas do império. Brasília: Senado Federal, 1979. 349p.

LYRA FILHO, João. Visconde de Itaboraí: luneta do império. [s.ed.], [s.d.]. 256p.

MACEDO, Joaquim Manoel de. Anno biographico brazileiro, por Joaquim Manuel de Macedo. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artistico, 1876-80.

MASCARENHAS, Nelson Lage. Um jornalista do imperio: Firmino Rodrigues Silva. São Paulo: Editora Nacional, [1961]. 469p.

MONIZ, Heitor. O segundo reinado. 2.ed. Rio de Janeiro: Leite Ribeiro, 1928. 256p.

MONTEIRO, Tobias do Rêgo. Pesquisas e depoimentos para a historia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1913. 366p.

MUSEU IMPERIAL (BRASIL). Arquivo Histórico. Inventário Analítico da Coleção Visconde de Itaboraí. Organização de Maria de Fátima Moraes Argon. Petrópolis: O Arquivo, 2005. 47p.

PACHECO, Cláudio. História do Banco do Brasil. Rio de Janeiro: Banco do Brasil, 1973.

PELÁEZ, Carlos Manuel. História Monetária do Brasil. [por] Carlos Manuel Peláez [e] Wilson Suzigan. 2ª ediçäo Brasília: Universidade de Brasília, 1981.

PINHO, José Wanderley de Araújo. Politica e politicos no imperio: contribuiçöes documentaes. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1930. 177p.

REBOUÇAS, André Pinto. Diário e notas autobiográficas: texto escolhido e anotada por Ana Flora e Inacio José Verissimo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938. 457p.

SACRAMENTO BLAKE, Augusto Victorino Alves. Diccionario bibliographico brazileiro. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1970. 4º v. pp. 175-6.

SANTOS, Presalindo Leri. Pantheon fluminense: esboços biográficos. Rio de Janeiro: Leuzinger, 1880. 667p.

SILVA, João Manuel Pereira da. Memórias do meu tempo. Introdução de Célio Ricardo Tasinafo. Brasília: Conselho Editorial/Senado Federal, 2003.

SILVA, Manuel Francisco Dias da. Diccionario biographico de brasileiros celebres nas letras, artes, politica ... desde o anno 1500 até nossos dias. Rio de Janeiro: Laemmert, 1871. 192p.

SISSON, Sebastião Augusto. Galeria dos brasileiros illustres (os contemporaneos): retratos dos homens mais illustres do Brasil, na Politica, Sciencias e Letras, desde a Guerra da Independencia até os nossos dias, copiados do natural. Rio de Janeiro: Lith. de S. A. Sisson, 1861. 2v., il.

SOARES, Antônio Joaquim de Macedo. Nobiliarquia fluminense: genealogia das principais e mais antigas familias da côrte e provincia do Rio de Janeiro: 1878. [Niterói]: [Imprensa Estadual], 1947.

TORRES, Joaquim José Rodrigues. Ministerio da Fazenda: proposta e relatório apresentados á Assembléa Geral na primeira sessão da decima quarta Legislatura. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869. 124p.

VIANA, Oliveira. O Ocaso do Império. Brasília: Conselho Editorial/Senado Federal, 2004. 174p.

VIANA, Vitor. O banco do Brasil: sua formaçäo, seu engrandecimento, sua missäo nacional. Rio de Janeiro: Typographia do Jornal do Commercio, 1926. 1036p.

VIANNA, Helio. Estudos de historia imperial. São Paulo: Editora Nacional, 1950. 328p.


Bibliografia complementar:


ALENCAR, José de. Ao visconde de Itaborahy: carta de Erasmo [pseud.] sobre a crise financeira. Rio de Janeiro: Typ. De Pinheiros, 1866. 15 p.

ALMEIDA, Antonio da Rocha. Vultos da pátria: os brasileiros mais ilustres de seu tempo. Porto Alegre, Globo, 1961/66.

FORTE, José Matoso Maia. O Visconde de Itaboraí. Rio de Janeiro: Jornal do Commercio, 1950. 17 p. ilus.

GRINBERG, Keila. O Fiador dos brasileiros. Cidadania, escravidão e direito civil no tempo de Antonio Pereira Rebouças. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

MATTOS, Ilmar R. Tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 1987. 

NEEDELL, Jefrey. The party of order: the conservatives, the State, and slavery in the Brazilian monarchy, 1831-1871. Stanford: Satanford University Press, 2006. 460 p.

Coleção Carlos Gomes

Coleção Carlos Gomes

Carlos GomesA Coleção Carlos Gomes é composta de 254 itens, dos quais 225 fazem parte do acervo arquivístico, 23 do acervo museológico e 6 do acervo bibliográfico. A coleção foi formada a partir de uma doação (legado) feita ao Museu Imperial, em 1947, por Ítala Gomes Vaz de Carvalho, filha do maestro. São documentos impressos e manuscritos, iconografias, objetos tridimensionais (moedas, medalhas, cerâmica, mobiliário, entre outros), livros e folhetos que se relacionam, principalmente, com a trajetória profissional e pessoal de Antonio Carlos Gomes. No entanto, essa coleção também contém itens que pertenceram ao maestro Gioachino Giannini e a Ítala Gomes, podendo auxiliar também no conhecimento da trajetória destes outros dois personagens.
 
De forma geral, a Coleção Carlos Gomes possibilita uma imersão tanto no incrível mundo da música como na própria história do Segundo Reinado, haja vista a intensa relação do maestro com importantes personagens históricos deste período, como o próprio imperador Pedro II, ou até mesmo com André Rebouças, seu grande amigo.
 
Antonio Carlos Gomes – dados biográficos
 
Nasceu em 11 de junho de 1836, na cidade de Campinas, estado de São Paulo, e faleceu no Pará, em 16 de setembro de 1896. Estudou música desde a infância, influenciado por seu pai, Manoel José Gomes, professor de música e chefe de uma banda de sua cidade natal. Sua inclinação para compositor, no entanto, se delineou desde cedo, levando-o ao Rio de Janeiro, onde estudou no Conservatório de Música, sendo aluno do maestro Gioacchino Giannini.
 
Pelo sucesso de suas primeiras composições operísticas, "A Noite do Castelo" e "Joana de Flandres", conquistou a admiração do imperador Pedro II, que o agraciou com a condecoração da Ordem da Rosa e se prontificou a custear os seus estudos na Europa. Com o apoio do imperador, seguiu para a Itália, onde foi aluno do diretor do Conservatório de Música de Milão, o maestro Lauro Rossi, de quem se tornou discípulo. Sua fama em Milão alcançou o auge com a apresentação da ópera "Il Guarany", no Teatro alla Scala de Milão, em 1870.
 
Durante a sua carreira realizou outras composições de muito sucesso como o Hino ao centenário da independência americana, a "Marcha popular ao Ceará livre", e as óperas "Fosca", "O Escravo", "Salvador Rosa", "Condor", "Maria Tudor" e "Colombo".
 
Marcado por um forte temperamento, enfrentou muitos reveses econômicos, a separação da pianista italiana Adelina Peri e a perda de dois filhos prematuramente. Associou-se fortemente à figura do imperador Pedro II, ao qual manteve fidelidade mesmo após a sua deposição; incentivou a campanha pela abolição da escravidão e manteve uma postura patriota ao não aceitar a dupla nacionalidade, fazendo questão de preservar a sua identidade "caipira", como se autodenominava.
 
Retornou definitivamente ao Brasil somente no final da sua vida, quando foi nomeado diretor do Conservatório de Música do Pará, após negar o convite para ocupar o mesmo cargo no Conservatório de Música de Veneza. No entanto, retornava ao Brasil já doente, vitimado por um tumor maligno na língua. Permaneceu neste cargo de 1º de junho de 1896 a 16 de setembro do mesmo ano quando faleceu.
 
Fontes bibliográficas, sobre Antonio Carlos Gomes, existentes no Museu Imperial:
 
ALMEIDA, Renato. Carlos Gomes. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1937. 37p
 
AMARANTE, Sebastiana. "Carlos Gomes o Genio do Som e da Harmonia nas Americas". Revista do Centro de Sciencias, Letras e Artes, Campinas, n.56, p.109-116,  11/jul/1936.
 
ACQUARONE, Francisco. História da música brasileira. Rio de Janeiro: Francisco
Alves, [s.d.]. 360p.
 
AZEVEDO, Luiz Heitor Corrêa de. 150 anos de música no Brasil: 1800-1950. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. 423p.
 
BRASIL, Hebe Machado. Antonio Carlos Gomes: o músico da Aboliçäo. Petrópolis: ABRARTE, [s.d.].
 
CARVALHO, Itala Gomes Vaz de. A vida de Carlos Gomes. 2.ed. Rio de Janeiro: A
Noite, [1937]. 285p.
 
CHAVES, Gilberto. Carlos Gomes: A trajetória de um gênio. Correio Filatélico, Brasília, n.162, p.20-21, nov/1996.
 
COELHO, Geraldo Mártires. O adeus ao Condor: Enterro de herói. Nossa História, São Paulo, n.1, p.44-47, nov/2003.
 
FUNDAÇÃO NACIONAL DO TEATRO. Rio de Janeiro. Antônio Carlos Gomes: mostra de 18 a 30 de junho/1977. Rio de Janeiro: A Fundação, 1977.
 
GÓES, Marcus. Carlos Gomes: a força indômita. Belém: SECULT, 1996. 463p.
 
GUIMARÃES, Arquimedes Pereira. Antonio Carlos Gomes. Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Bahia, n.62, p.423-492, 1936.
 
KIEFER, Bruno. História da música brasileira, dos primórdios ao início do século
 
XX. Porto Alegre: Ed. Movimento; Brasília: IEL : INL, 1976. 140p.
 
LISBÔA, Luiz Horta. Carlos Gomes. Campinas: Revista Nirvana Edit., 1936. 112p.
 
MARTINS, Amélia de Rezende. Historia da musica. Campinas: Typ. Livro Azul, 1918. 227p.
 
NETTO, Octavio. O "Guarany", voz da terra brasileira. Revista do Centro de Sciencias, Letras e Artes, Campinas, n.56, p.97-99, 11/jul/1936.
 
SANTOS, Sydney Martins Gomes dos. André Rebouças e seu tempo. Rio de Janeiro: s.n., 1985. 584p.
 
OCTAVIO, Benedito. Antonio Carlos Gomes (notas para um estudo biographico). [Campinas]: Centro de Sciencias, Letras e Artes, 1916. p.39-64.
 
RUBERTI, Salvatore. O ignorado Carlos Gomes. Cultura, Brasília, n.2, p.37-39, abr/jun/1971.
 
SANTOS, Paulo Gomes. Carlos Gomes - Grande Glória Musical Brasileira. Boletim Musical Santa Cecília, Petrópolis, n.9, jul/1999.
 
STEVENSON, Carlos. Antonio Carlos Gomes (Traços Apologéticos): A Aurora de um gênio. Revista do Centro de Sciencias, Letras e Artes, Campinas, n.56, p.9-11, 11/jul/1936.
 
VETRO, Gaspare Nello. Antonio Carlos Gomes: carteggi italiani raccolti e commentati da Gaspare Nello Vetro. Milano: Nuovi Ed., s.d. 285p.

Coleção Sérgio Eduardo Lemgruber

Coleção Sérgio Eduardo Lemgruber

Coleção Sérgio Eduardo Lembruger

Esta coleção é formada por 47 peças (joias) e foi doada ao Museu Imperial  em 1998, pelo embaixador Sérgio Eduardo Lemgruber, descendente de Joaquim Ribeiro de Avellar Júnior, visconde de Ubá, cumprindo, desta maneira, a vontade de sua avó e suas tias, guardiãs da coleção, cujo conteúdo apresenta adereços, tais como anéis, brincos, broches, lapiseiras, colares, pulseiras, relicários e outros, confeccionados em ouro, esmeraldas, brilhantes, rubis, pérolas, todas de fina lapidação e de design moderno.

Histórias contadas pelo doador auxiliaram a resgatar, com maior fidelidade, muitas das peculiaridades das peças. Soubemos ser um presente do visconde de Ubá à sua filha Luiza, por ocasião de seu casamento com Antônio Ubelhart Lemgruber, o adereço com brilhantes (brincos, grampos para cabelos, broches, pulseira e medalhões). Peça esta confeccionada pela Casa Domingos Farani & Irmãos, joalheiro da Casa Imperial, bem como os pendentes com os retratos de d. Mariana Velho Ribeiro de Avellar, viscondessa de Ubá, e de d. Ana, tia da viscondessa.

O mesmo aconteceu com a identificação dos monogramas “M.L.L.” (Maria Luísa Lemgruber) e “A.L.” (Alice Lemgruber) – netas do visconde de Ubá, filhas de Luiza e Antonio Lemgruber – gravados nas belíssimas lapiseiras em art nouveau.

Além de ser uma bela coleção de joias, a Coleção Sérgio Eduardo Lemgruber é também uma grande fonte de conhecimento acerca da aristocracia do século XIX.

Visconde de Ubá – dados biográficos

Joaquim Ribeiro de Avellar Júnior nasceu em Paty de Alferes (RJ) a 12 de maio de 1821 e morreu em 1º de outubro de 1888; filho natural – reconhecido em escritura pública – do visconde de Capivary e de d. Maria dos Anjos. Casou-se, em 1849, com Mariana Velho da Silva (1827-1898); deste casamento nasceram 12 filhos.

Foi capitalista e cafeicultor na região de Vassouras; exerceu grande influência na política, tendo sido vereador (1833-1836) e deputado estadual.  Foi também tenente-coronel da Guarda Nacional. Recebeu o título de visconde em 1887.

O visconde de Ubá foi proprietário de várias fazendas e casas, entre elas a Fazenda do Pau Grande e uma casa em Petrópolis. Nesta, as princesas Isabel e Leopoldina passaram a lua de mel (1864), fato que estreitou ainda mais o vínculo entre a família imperial e a do visconde. Tal vínculo foi confirmado, em 1889, com a partida da família do visconde junto com a família imperial rumo ao exílio.

No início de 1888, juntamente com a viscondessa, o visconde já havia tomado a decisão de libertar os seus escravos quando, então, a Lei Áurea foi assinada. Teve a postura “indenizacionista”, contrária à da maioria dos fazendeiros da região, que defendiam a indenização para proprietários de escravos.