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O Museu Imperial realizou, entre novembro de 2010 e junho de 2011, a reforma da Casa de Cláudio de Souza, com o objetivo de restaurar e preservar esse patrimônio histórico e cultural não só do Museu, mas também da cidade e do país.

A casa foi tombada em 1964 pelo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por isso, a obra tem aprovação do órgão, que reconheceu a importância do restauro. “A Casa Claudio de Souza localiza-se numa área privilegiada do Centro Histórico da cidade de Petrópolis. O imóvel é um dos belos exemplares que compõem o Conjunto Urbano-Paisagístico da Av. Koeler, tombado pelo IPHAN, em 1964. As obras de conservação e restauração são de suma importância para sua preservação e também da ambiência do Conjunto da Av. Koeler”, destacou a diretora do Escritório Técnico do Iphan - Região Serrana, Erika Machado.

Erika ressaltou ainda a importância histórica da edificação. “Construção de relevante interesse arquitetônico do início do século XX, tem estilo eclético com influências art-deco. Suas fachadas possuem ornamentação variada, predominando o neoclássico francês. Destacam-se, no jardim lateral, bancos em azulejaria do século XIX, com bica e carranca. Em seu interior, podemos apreciar tetos decorados com pinturas artísticas em duas salas do pavimento térreo”, descreveu.

Um dos focos do restauro foi a cobertura, pois parte da estrutura do telhado estava comprometida, tendo ainda calhas e condutores de águas deteriorados, o que acarretou infiltrações em paredes e tetos. A intervenção contemplou a troca de calhas e condutores visando a solucionar tais problemas.

As janelas e esquadrias também apresentavam diversos problemas, principalmente no andar térreo, onde parte delas foi substituída por novas, conforme os padrões originais. A serralheria de janelas e portas foi recuperada ou trocada para garantir a segurança.

Em toda a casa, foi realizada a pintura de paredes internas e externas, muitas das quais apresentavam desprendimento. Após algumas prospecções, foi identificada a pigmentação original nos salões do primeiro pavimento e a coloração predominante foi sendo utilizada na repintura dessas áreas.

O banheiro do andar térreo foi outro ponto que sofreu reforma. Uma grande demanda dos frequentadores da casa (que abriga as sedes do Instituto Histórico de Petrópolis e das Academias Brasileira de Poesia, Petropolitana de Letras e Petropolitana de Educação) era que houvesse um banheiro feminino e um masculino separados. Assim, mantendo o espaço e as características do cômodo original, foi realizada uma adaptação para que houvesse essa separação.

Outras intervenções também foram feitas, como a recuperação de pisos e tetos, a revisão de toda a parte elétrica e a limpeza e consolidação dos azulejos decorativos externos. Também foi revista a iluminação, através da qual foi feita a valorização dos tetos com pinturas decorativas - a chamada marouflage, uma técnica francesa na qual uma pintura sobre tela é inserida no teto, passando a fazer parte da estrutura. Ao final, ainda foi dada especial atenção à parte paisagística. 

Além das reformas, o Museu Imperial aproveitou a oportunidade para reforçar a segurança da casa. Desse modo, foi instalado um sistema de monitoramento por câmeras.
A empresa responsável pelo restauro foi a Cândido Campos Arquitetura e Construções, vencedora da licitação realizada pelo Museu.

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(Crédito da foto de Cláudio de Souza, no topo: Arquivo ABL)