25.05.1876

6h da manhã. Desembarquei ontem pouco depois de 7 ½ da tarde. Custou a assentar uma das pontes sobre a margem. Há somente uma espécie de assoalho já meio podre nalguns lugares como cais.

O hotel tem bela fachada, mas os meus quartos cheiram como água barata. Tive que capitular com os mosquitos que são inumeráveis cantores e compridos; envolvi-me em mosquiteiro. Que calor de noite!

A aproximação da cidade é bonita. Passa-se primeiro pelo bairro Carrolton à esquerda.

Saio logo às 7. Já há jornais do Rio de 25 de abril chegados ontem assim me disse o Nathan, que falou-me sobre o desejo que há nos agricultores de imigrar; o governo da Venezuela procurando atraí-los e tendo ele recebido colonos portugueses e esperando-os da Galícia para aqui.

Disse-me que os jetties do Eads já tinha dato 15 pés de fundo ao rio onde só tinha 6, e que esperava que saia a 15 de junho para o Brasil um vapor de 2000 tonel.

1 ¾ — Já corri a cidade. Nada de notável. Depois do almoço missa na Catedral de S. Luiz. Grande, mas gosto do salão. Pte. de Brumbeeh representando Luis IX convocando para a cruzada.

Crismou o bispo mexicano de Taumalipas. Vai a Roma onde já estudou. Pregou às crianças em francês que fala corretamente. Pelo discurso não me pareceu muito inteligente.

Já li jornais do Rio até 25 porém nada de nada. Que fará o Joaq. Nabuco por aqui?

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