17.06.1876

De noite fui ver Pique no teatro Fifth Avenue. Representaram muito bem. Fiquei no Windsor Hotel, que não me parece tão cômodo como o outro. Parti às 8h 12’. A passagem quase toda coberta de pontes levou a passar perto de 8’.

Em Vassar College vi na galeria de belas artes uma belíssima cópia da Virgem de Foligno, feita por Mrs. Emma Church Um esbôço de paisagem – bosque no outono, de Church; uma aquarela de Turner, onde Ladsen desenho a lápis dois cães de fila um em pé e outro deitado que deixam a perder de vistas outros da aquarela. Sothard desenhou levemente à esquerda da aquarela uma mulher morta.

Anápolis agradou-me mais em tudo que West Point. Aqui ainda vi que os professores moram junto à escola – que tem 2.000 acres de terreno – em casas muito bonitas e algumas com jardins, do Estado.

Todos os discípulos do Vassar College pagam 400 dol. por ano, além de estudos especiais como o de desenho, etc.

Trago os regulamentos das escolas que visito. 9h 5’. O caminho tem percorrido bonitos lugares, mas ou menos cultivados e bastante habitado. Passamos o rio em lugar muito bonito. À direita o rio como que desemboca numa baía. À esquerda fica a povoação pequena de Cos-Cob, um pouco distante da estação.

9h 14’. Paramos em Stanford. Vejo uma grande casa com o título – Billiard - Table - Factory. A povoação não parece pequena, porém não vejo habitações dignas de nota.

9h 33’. South-Norwalk. Parece ter alguma importância. Até aqui passaram-se algumas bonitas casas de campo. Seguimos logo depois. Plantações bonitas de ambos os lados. Campos muito verdes; também vejo neles bastante água.

10h — 9’. Vejo o mar à direita ao longe.

10h Chegamos a Bridge-Port. Bonito lugar. Planície verde com casas semeadas e árvores. Tem grandes serrarias. Estamos à beira-mar. É povoação importante. Vejo os edifícios das serrarias de Howe, que são muito grandes. Muito pequena demora e seguimos. Também reparei numa fábrica de pano de lã à direita, quando seguia da estação.

10h 20’. Atravessamos em ponte de ferro o Housatonic. Tem sua largura e margens bonitas com colinas verdes e árvores.

10h 37’. Já vejo New Haven. Campo muito verde, mas alagado, creio que do mar, que descubro ao longe à direita. Pequena passagem coberta, creio que ponte; outra 10h 40’. Chegamos a New Haven.

3 ½. Saímos. Da estação descobre-se o mar.

3h 50’. O caminho é bonito, mas não se vê o mar. À noite, em Newport, escreverei em lugar firme sobre Yale College. Vi um pequeno campo que parecia nevado de margaridas; nunca observei outro assim.

4h 4’. Vê-se o mar à direita, por uma enseada com ilha de pedras. As montanhas da costa azulam muito longe. Outras duas abertas por onde se vê o mar. Planície esquartelada de plantações pequenas até perto do mar que se descobre muito bem.

Chegamos a Gilford. Parece pequena povoação. Vai-se descobrindo o mar e uma ilha com torre ao longe. Navios a vela quase que no horizonte.

4h ¼. Vejo por uma aberta um grande edifício ao longe perto do mar.

4h 27’. Depois de minutos de demora em Saybrook-Junction seguimos. Ao longe à direita ponta com habitações formando uma enseada. Agora não se vê de novo o mar. Campo todo verde e chega-se a um braço de mar em cuja extremidade para o lado daquele está a povoação e um farol. Mais longe montanhas da costa. Vêm dois escaleres à vela. Atravessamos o braço de a maior parte em ponte coberta e o resto de ferro e aterro.

5h 7’. Agira passamos rente ao mar e atravessamos uma ponte de pedras – enseada estreita de pedras com um vaporzinho e pequenos barcos. Deixamos o mar. Abre-se o mar. Muitos barcos à vela, ao longe. Vamos por um aterrado no mar e ponte de ferro para passar uma ponte de terra com árvores que me encobriu o mar até agora, o mar entra pela terra como se fosse um rio. Casas à direita, e tornamos de vista a água. Colina com casas à esquerda. Vamos subindo-a e descobrimos um braço de mar coalhado de pequenos navios à vela que saem. O lugar tem muitas casas à roda da enseada e chegamos (5h 9’) a New London.

Vi 2 vapores pequenos numa ponte de embarque e ao longe, na ponta de cada enseada, há uma fortificação com muralhas e gramados. Paramos perto de 2 vaporzinhos, um chama-se Cecile e uma taboleta diz Pecquot and Edgecomb house. O trem entrou numa barca ferry onde havia mesa para comida e camas em camarotes e passaremos para o outro lado. Às 5 ½ tínhamos passado e seguíamos. Ouvi que o rio Thames lança-se na enseada de New London, onde o vi do lado esquerdo. N. London foi fundada em 1645 por Winthrop. É a terceira vila baleeira dos Estados Unidos.

5h ¾ – Bonita vista do mar com enseada à direita. Chegamos à povoação com vapores. Escaleres à vela. Atravessamos o mar em aterrado e ponte de madeira e ferro. Vamos agora atravessar uma ponta de terra. Seguimos agora quase que pela costa e perto do mar.

6h 6’ vamos chegando a uma povoação com bonitas casas e vapores de 2 casas e grandes. Não paramos. Ao longe sobre uma colina numa ponta de terra um grande edifício branco. Passamos com rapidez incrível por uma povoação considerável com bonito edifício, que pareceu-me colégio. Vamos por colinas e arvoredos sem ver o mar. Passou-se um corte considerável na rocha e uma pequena povoação.

6h 25’. Grande planície onde está a estação de Kingston. Há colinas afastadas. Tem algumas casas.

6h 35’. Vamos subindo colinas com arbustos. Não se tem visto o mar. Vemos casas à direita.

6h 40’. Wickford-Junction. Tem algumas casas e arvoredos. Vamos chegar a Wickford com manufaturas de lã e algodão. Esta cidade produz um efeito pitoresco, por causa das águas próximas do Narraganselt. Em Wickford embarcamos para Newport, na Rhode-Island. Na Junction seguimos direção oposta. Passamos por uma pequena estação somente para largar passageiros (7h 6’) e seguimos ao longo, creio que de um braço de mar onde vejo vapor e outros navios (7h 5’). Chegamos.

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