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22.06.1876

Antes do almoço fui à Universidade. Belo edifício. Gostei muito de ver o gabinete de física de que é professor Barker nome conhecido. Na livraria achei um livro raro de cartas impressas de Franklin com duas passagens muito notáveis, que eu pedi para mandar copiar. As cópias vão anexas. Tem boas coleções de história natural. A escola de Medicina anexa é digna também de visita. Um dos professores é casado com uma neta de Bache neto de Franklin. Junto à Universidade estão abarracados os estudantes de Harvard College (Universidade de Boston) convidados para visitarem a exposição, e assistirem às festas de 4 de julho.

Depois do almoço no Transcontinental Hotel perto da exposição lá estava às 10 e visitei toda a exposição francesa até 2. Depois de jantar fomos à Academia das Belas Artes, lindo edifício que custou mais de 400.000 dol. de subscrições, e tem uma muito notável coleção de estátuas e quadros, sendo destes os mais notáveis o do rendimento de Leyden a Filipe 2º por Withkamp e o colóquio entre César Bórgia e Maquiavel – a expressão de qualquer deles é inteiramente no caráter do personagem, e o colorido excelente – de Paruffini. O diretor da Academia é um homem de muito bom gosto e de caráter jovial e simpático. Chama-se Claghorn. Quis que eu fosse ver sua galeria particular que possui Rosa  Bonheur; Bouguereau; Alma-Tadema, Zamacois, Vibert, etc. e está arranjado com muito gosto. A nora toca muito bem piano e recreou-me os ouvidos com músicas de Mozart e Mendelssohn. Mandei-lhe já uma cópia do hino de Carlos Gomes 013 para a festa de 4 de julho. À noite recebi no meu salão membros escolhidos das comissões para conversarmos sobre a exposição e finalmente fui descansar à meia-noite.

 

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