Um
Pouco de História...
Em 1822, D. Pedro I, viajando em direção
à Vila Rica, Minas Gerais, para buscar apoio ao movimento da nossa
Independência, encantou-se com a Mata Atlântica e o clima
ameno da região serrana. Hospedou-se na Fazenda do Padre Correia
e chegou a fazer uma oferta para comprá-la. Diante da recusa da
proprietária, D. Pedro resolveu comprar, por 20 contos de réis,
a Fazenda do Córrego Seco, pensando em transformá-la um
dia no Palácio da Concórdia.

Fazenda do Padre Correia -
atribuída a Friederich Sellow
A crise política sucessória em Portugal e a insatisfação
interna foram determinantes para o seu regresso à terra natal,
onde ele viria a morrer sem voltar ao Brasil.
A Fazendo do Córrego Seco foi deixada como herança para
seu filho, D. Pedro II, que nele construiria sua residência favorita
de verão. A construção do belo prédio neoclássico,
onde funciona atualmente o MUSEU IMPERIAL, teve início em 1845,
e foi concluída em 1862.
Para dar início à construção, D. Pedro II
assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis.
Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães,
sob o comando do engenheiro Júlio Frederico Koeler, foi incumbida
de levantar a cidade, construir o Palácio e colonizar a região.

D. Pedro II e a Imperatriz Teresa
Cristina nos jardins do Palácio
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Criação
do Museu Imperial
Com
a Proclamação da República, em 1889, a Princesa Isabel
alugou o Palácio para o Colégio Notre Dame de Sion. Mais
tarde, foi a vez do Colégio São Vicente de Paulo ocupara
o prédio.

Colégio Notre Dame de Sion, com
uma capela ao lado do prédio do antigo Palácio

Colégio São Vicente de Paulo
Entre seus alunos, havia um apaixonado por História: Alcindo de
Azevedo Sodré. Graças à ele, que sonhava acordado
nas noites silenciosas, com a transformação do seu colégio
em um Museu Histórico, o presidente Getúlio Vargas criou
em 16 de março de 1943, o MUSEU IMPERIAL.
Alcindo de Azevedo Sodré foi o primeiro dos cinco diretores que
passaram pelo MUSEU IMPERIAL. Atualmente, encontra-se à frente
da instituição, desde 1990, a museóloga Maria
de Lourdes Parreiras Horta.
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