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Arquivo Histórico do Museu Imperial recebe premiação

Arquivo Histórico do Museu Imperial recebe premiação
Instituição recebeu diplomação do Programa Memória do Mundo, da Unesco, na Ilha Fiscal
 
O trabalho do Arquivo Histórico do Museu Imperial recebeu um importante reconhecimento na última quarta-feira, dia 1º de dezembro: a diplomação do Registro Nacional do Comitê do Programa Memória do Mundo, concedida pela Unesco. A premiação, que ocorreu na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, diz respeito ao Conjunto documental referente às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo.
 
O conjunto reúne diários pessoais, desenhos feitos pelo próprio imperador, cadernetas, correspondências, registros de visitas, relatórios de despesas, jornais, homenagens, convites e outros documentos que reconstituem as viagens de d. Pedro II pelo país e por quatro continentes. Os cerca de 870 documentos serão complementados por outros, a partir de pesquisas da equipe do Arquivo Histórico, para formar um novo dossiê que concorrerá ao título internacional, em 2012.
 
Na cerimônia, oito conjuntos documentais receberam a diplomação. O presidente do Comitê Nacional do Programa Memória do Mundo, vice-almirante Armando de Senna Bittencourt, destacou que é fundamental conservar o patrimônio nacional e mundial. “O programa surgiu para preservar o patrimônio documental, que estava se deteriorando, e conscientizar a sociedade para sua importância”, afirmou.
 
O vice-almirante explicou ainda os critérios para que um conjunto documental receba a titulação: autenticidade; unidade e singularidade, ou seja, algo cujo desaparecimento seria uma perda para a humanidade; importância histórica; organicidade do conjunto, que deve vir de um único fundo; acessibilidade ao público, respeitando os limites para a conservação; e integridade.
 
O coordenador de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil, Sr. Guilherme Canela Godoi, ressaltou que o programa contribui para divulgar a importância do patrimônio documental. “Para as Nações Unidas, tão relevante quanto proteger prédios e edifícios históricos é proteger os documentos e as imagens”, declarou. “Vemos com muito entusiasmo a forma como o Comitê Nacional vem levando adiante esse reconhecimento de documentos tão relevantes para nossa história. Os objetivos do programa são exatamente preservar o patrimônio, garantir acesso a ele, incentivando seu caráter educativo, e aumentar a consciência mundial para a importância da preservação”.
 
O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., recebeu a diplomação junto com a coordenadora do Arquivo Histórico, Neibe Cristina Machado da Costa, e dois membros de sua equipe, a historiadora Alessandra Bettencourt Figueiredo Fraguas e a arquivista Thais Cardoso Martins. Ele destacou que, além do trabalho da equipe, o prêmio reconhece o legado de d. Pedro II, um incentivador da cultura, da ciência e da educação. “A homenagem ocorre na véspera do aniversário do imperador, que amanhã, dia 2 de dezembro, comemoraria 185 anos. Que essa diplomação reitere o legado do brasileiro mais ilustre, para quem a educação era entendida como uma ferramenta de redenção nacional”, lembrou.
 
Também participaram da cerimônia o comandante da Marinha, Júlio Soares, o secretário-geral da Marinha, João Afonso de Farias, e o diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes.
 
Conjuntos premiados
 
Ao todo, oito conjuntos receberam a diplomação na cerimônia:
  
- Conjunto documental referente às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo – Museu Imperial;
 
- Abrindo estradas no mar (1901 – 1975): levantamento cartográfico do litoral brasileiro – Departamento de Hidrografia e Navegação da Marinha;
 
- Fundação da Cinemateca brasileira: filmes, fotografias e textos – Arquivo Nacional;
 
- Arquivo Tamandaré: uma janela para o Estado Imperial Brasileiro – Departamento de Patrimônio Histórico e Documental da Marinha;
 
- Atlas Vingboos: mapas e cartas da costa atlântica da América do Sul no século XVII. Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. IHGP – Recife;
 
- Viagem Filosófica: expedição científica de Alexandre Rodrigues Ferreira nas capitânias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá (1783-1792)
– Museu Nacional/Fundação Biblioteca Nacional;
 
- Fundo Secretaria de Governo da Capitania: Período Colonial Brasileiro (1649-1823) – Arquivo Público do Estado do Pará;
 
- Registros de Entrada de Passageiros na Bahia (1855-1964) – Arquivo Público do Estado da Bahia.
 
Sobre o Programa
 
O Programa Memória do Mundo, criado pela Unesco em 1992, reconhece patrimônios documentais de significância internacional, regional e nacional; mantém o seu registro e lhes confere um certificado, que os identifica.
 
O Programa facilita também a preservação e o acesso, sem discriminação, a este patrimônio e trabalha para despertar a consciência coletiva sobre a sua importância, visando aumentar a responsabilidade quanto ao patrimônio documental, alertando governos, público em geral, setores industriais e comerciais da necessidade de preservação e de arrecadar recursos.
  

Conjunto documental do Museu Imperial recebe título de Memória do Mundo

Conjunto documental do Museu Imperial recebe título de Memória do Mundo
 
D. Pedro II adorava viajar. Em um de seus diários pessoais, ele admite: preferia que seu pai continuasse imperador para que pudesse se dedicar mais às suas viagens. Mas, mesmo assumindo o trono ainda menino, o imperador conseguiu realizar seu desejo: percorreu o Brasil e o mundo ao longo de seus 49 anos de governo.
 
Todas essas viagens deixaram uma enorme variedade de registros documentais. É parte dessa coleção, organizada pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial no Conjunto documental referente às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, que será agraciada pela UNESCO com o Registro Nacional do Comitê do Programa Memória do Mundo.
 
A diplomação ocorrerá no dia 1º de dezembro, às 16h, na Ilha Fiscal, Rio de Janeiro. O local escolhido possui relação estreita com o Império Brasileiro; foi lá que ocorreu o último baile da família imperial antes da Proclamação da República.
 
O título da Unesco, que tem por objetivo identificar documentos e/ou conjuntos documentais com valor de patrimônio documental da humanidade, reconhece a importância histórica dessa coleção, doada ao Museu em 1948 pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orleans e Bragança. O conjunto é formado, entre outros documentos, por diários pessoais, desenhos feitos pelo próprio imperador, cadernetas, correspondências, registros de visitas, relatórios de despesas, jornais, homenagens e convites.
 
“O registro reconhece a importância do legado do imperador d. Pedro II e premia o trabalho desenvolvido ao longo de setenta anos no nosso Museu Imperial em benefício da sociedade brasileira”, afirma o historiador Maurício Vicente Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial.
 
O conjunto foi inscrito pelo Museu com um dossiê preparado pela equipe coordenada pela historiadora e arquivista Neibe Cristina Machado da Costa, responsável pelo Arquivo Histórico da instituição. O próximo passo será concorrer ao título internacional de Patrimônio da Humanidade, em 2012, para o que a equipe já vem trabalhando.
 
Os documentos textuais e iconográficos permitem, principalmente a partir das impressões detalhadas de d. Pedro II em seus registros, traçar um painel sobre o século XIX e suas transformações, revelando aspectos da evolução do pensamento, das descobertas científicas, da diversidade cultural e das paixões políticas, permitindo a análise das relações diplomáticas entre o Brasil e países de diferentes continentes.
 
O Museu Imperial é o único museu do IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus – a ser agraciado com o prêmio em 2010. Ao todo, foram apresentadas doze propostas de diversas organizações nacionais, das quais somente oito foram selecionadas.
 
Sobre o Programa
 
O Programa Memória do Mundo reconhece patrimônios documentais de significância internacional, regional e nacional; mantém o seu registro e lhes confere um certificado, que os identifica. O Programa facilita também a preservação e o acesso, sem discriminação, a este patrimônio e trabalha para despertar a consciência coletiva sobre a sua importância, visando aumentar a responsabilidade quanto ao patrimônio documental, alertando governos, público em geral, setores industriais e comerciais da necessidade de preservação e de arrecadar recursos.
 
A UNESCO criou o Programa Memória do Mundo, em 1992, devido à consciência crescente do lamentável estado de conservação do patrimônio documental e do deficiente acesso a este em diferentes partes do mundo.

 

Museu Imperial amplia horário de visitação de escolas

Museu Imperial amplia horário de visitação de escolas
 
Devido ao alto fluxo de visitas de escolas no final do ano, o Museu Imperial ampliou o horário de atendimento a esses grupos. Entre 16 de novembro e 16 de dezembro, os colégios poderão começar o tour às 10h, enquanto o horário para os demais visitantes continua tendo início às 11h.
 
Segundo a coordenadora do Setor de Educação do Museu, Regina Resende, a medida tem como objetivo aumentar a qualidade do atendimento aos estudantes. “Não iremos aumentar o número de visitas por dia, mas sim ampliar o espaço entre elas. Desse modo, poderemos preservar o tempo ideal de visitação, que é em torno de uma hora, diminuir a espera do grupo seguinte e, consequentemente, aumentar a qualidade dessa visita”, afirmou.
 
Para realizar a visitação, é preciso que as escolas façam um agendamento prévio junto ao Setor de Educação, através do telefone (24) 2245-7735.
 
Regina explica que esse agendamento é importante devido ao alto fluxo de colégios nos meses de outubro, novembro e dezembro. “Só em outubro, recebemos 11.500 estudantes. Estabelecemos uma média de 600 alunos por dia, que, por questões de segurança, não deve ser ultrapassada”.
 
Caso a experiência seja bem-sucedida, o aumento no horário de visitação será repetido futuramente em todos os períodos de alto fluxo de escolas.
 
 
Visitação de escolas
Entre 16 de novembro e 16 de dezembro: de terça a domingo, das 10h às 18h
Após 16 de dezembro: de terça a domingo, das 11h às 18h
Contato para agendamento prévio: (24) 2245-7735
 

Museu Imperial promove restauração do pórtico de pedra do Palácio

Museu Imperial promove restauração do pórtico de pedra do Palácio
 
Na segunda-feira, 8 de novembro, o Museu Imperial dá início ao restauro do pórtico em Cantaria da fachada principal do Palácio. A intervenção é necessária devido ao grau de deterioração em que se encontra aquela antiga estrutura do Palácio, causada pelas condições ambientais e por intervenções inadequadas realizadas ao longo do tempo.
 
Devido ao pórtico ter sido construído em granito, seu restauro requer mão de obra técnica especializada e, por isso, foi realizada uma licitação específica. A empresa vencedora foi o Atelier Histórica Arquitetura e Restauração, a mesma que trabalhou nos restauros do Theatro Municipal, da Casa França-Brasil e da Casa Daros, no Rio de Janeiro.
 
Andrea Polônio, restauradora da empresa contratada, trabalha com patrimônios tombados há 14 anos e destaca a importância da mão de obra especializada. “A metodologia deve ser a menos agressiva possível, respeitando a integridade do material”. Conforme explicou, o método a ser usado no pórtico será o mesmo utilizado em outros monumentos de pedra pelo mundo, como, por exemplo, a Catedral de Notre Dame, na França.
 
A intervenção conta com aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A anuência desse órgão é importante para garantir que a conservação seja feita de forma correta e não prejudique a estrutura.
 
A diretora do Escritório Técnico do Iphan - Região Serrana, Erika Machado, ressalta que o órgão apoia iniciativas como essa, de conservação e restauração de bens tombados. “São essas ações periódicas que permitem a preservação dos bens culturais e sua sobrevivência para futuras gerações. O Museu Imperial é um bem de importância não só local, mas também nacional”, declarou.
 
Alteração no acesso
 
Devido ao pórtico estar na principal entrada do Museu Imperial, o acesso será alterado, garantindo a segurança do público durante todo o período da obra. A entrada e a saída do Palácio passarão ocorrer pela sala de exposições temporárias, na ala direita do prédio.
 
O pórtico
 
O pórtico de pedra, elemento de grande importância na arquitetura do Palácio, foi construído no final da primeira metade do século XIX, fazendo parte de uma tradição em cantaria do Brasil.
 
Nas mais antigas e nobres edificações brasileiras, a pedra era aplicada nas alvenarias e na decoração das fachadas e interiores. Quanto maior a riqueza ornamental em pedra, mais importante e imponente era a edificação. A escolha do tipo de rocha a ser utilizada variava conforme o serviço a ser executado e a região do país. No caso do Pórtico do Palácio Imperial, o material escolhido foi o granito.
 
Constituído por uma estrutura em abóbada, o Pórtico tem apoiado sobre ele um terraço (ou varanda) guarnecido por balaustradas, intercaladas com pedestais encimados por jarrões em mármore. Os arcos que compõem o conjunto são ladeados por pilastras de inspiração jônica, o que remete ao gosto neoclássico predominante naquela época.
 
O restauro
 
A intervenção em um bem de tamanha importância histórica deve ser sempre amparada por critérios claros. As discussões e teorias atuais preconizam o atendimento a três elementos básicos para a execução de restaurações arquitetônicas: mínima intervenção, compatibilidade e reversibilidade.
 
Atendendo a estas diretivas e considerando os materiais em questão, foi estabelecida uma linha de conduta para intervenção que resgate a integridade do conjunto e respeite os limites de historicidade impressos em sua superfície.