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Museu Imperial oferece concerto gratuito de Turíbio dos Santos

Museu Imperial oferece concerto gratuito de Turíbio dos Santos


Um dos maiores violonistas brasileiros poderá ser visto, gratuitamente, em Petrópolis. No dia 05 de, Dia Nacional da Cultura, a Sociedade de Amigos do Museu Imperial (SAMI) oferecerá ao público um concerto de Turíbio dos Santos. O evento também marca a comemoração dos 20 anos de criação da SAMI.


Os ingressos são gratuitos e limitados, podendo ser retirados na bilheteria do Museu de 26 de outubro até o dia do evento. O concerto ocorrerá às 19h, no Cine Teatro Museu Imperial.


Considerado pela crítica e pelos especialistas como um dos maiores violonistas clássicos da atualidade, Turíbio dos Santos já percorreu o mundo diversas vezes, com críticas brilhantes nos principais centros musicais. Com 65 discos gravados, já dividiu o palco com grandes celebridades musicais e foi acompanhado por orquestras, como a Royal Philharmonic Orchestra, English Chamber Orchestra, Orchestre National de France, Orchestre National de l'Opéra de Monte-Carlo, Concerts Pasdeloup, Concerts Colonne e Orquestra Sinfônica Brasileira, entre outras.


Foi ainda criador das escolas de música da UFRJ e da Unirio e da Orquestra Brasileira de Violões, diretor da Sala Cecília Meireles e do Museu Villa-Lobos, ambos no Rio de Janeiro, e membro-fundador do Conseil d'Entraide Musicale, da UNESCO. Em 1999 regravou a obra completa de Heitor Villa-Lobos para violão ao lado de compositores, como Edino Krieger, Sérgio Barboza, Nicanor Teixeira, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, para uma série de 5 CDs em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil.


Sociedade de Amigos do Museu Imperial

Em 2011, a Sociedade de Amigos do Museu Imperial (SAMI) completa 20 anos de fundação. Atualmente, a entidade conta com cerca de 180 associados, cujas contribuições são aplicadas em projetos, atividades, aquisição de materiais e contratação de serviços no Museu.


Segundo o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, a SAMI tem desempenhado um papel fundamental no apoio às atividades propostas pelo Museu Imperial. “Com a SAMI, o Museu ampliou o leque de serviços oferecidos à sociedade, aproximando, ainda mais, o acervo histórico e artístico preservado na residência do imperador d. Pedro II com o público brasileiro e estrangeiro”.


Além de contribuir para que o Museu Imperial continue prestando serviços de qualidade ao seu público e sendo motivo de orgulho para o país, os associados contam com vantagens, como entrada gratuita em eventos e exposições, reserva de ingressos e lugares para os programas especiais, recebimento do calendário mensal das atividades e desconto em compras na loja do Museu, além de eventos exclusivos.


Para se tornar um associado, basta preencher o formulário na página http://www.museuimperial.gov.br/portal/sami. A contribuição é de R$ 180,00 por ano.


Há ainda a possibilidade de se associar em outras duas categorias: benemérito e mantenedor. No primeiro caso, o valor da contribuição anual é de, no mínimo, R$ 5.000, e, além das vantagens dos associados, o membro terá direito a catálogos gratuitos das exposições e coleções e reserva de lugares especiais nos eventos, com direito a convidados.


Já a categoria de mantenedor é voltada para empresas e organizações que desejem contribuir para a manutenção anual das atividades do Museu. Nesse caso, os membros terão benefícios, como inclusão da logomarca em todos os folhetos e publicações da SAMI e possibilidade de aluguel de espaços para eventos e recepções a preços reduzidos.


Museu Imperial tem programação especial nos feriados de novembro

Museu Imperial tem programação especial nos feriados de novembro

 

O Museu Imperial oferecerá uma programação especial ao público nos feriados de 02 e 15 de novembro, Dia de Finados e Proclamação da República, respectivamente. Serão oferecidas apresentações do espetáculo Som e Luz e promoções para petropolitanos.

 

No dia 02, quarta-feira, às 20h, haverá uma apresentação extra do Som e Luz. O ingresso custa R$ 20, mas, na data, haverá convites promocionais a R$ 5 para petropolitanos e moradores da cidade. Para obter o benefício, é preciso apresentar documentação que comprove nascimento ou moradia em Petrópolis.

 

O espetáculo – oferecido regularmente às quintas, sextas e aos sábados, com ingressos a R$ 20,00 – oferece ao público a oportunidade de reviver alguns dos principais momentos do Segundo Reinado através de efeitos de iluminação e sonorização. Para mais informações, entre em contato com o Museu Imperial através do e-mail mimp.someluz@museus.gov.br.

 

Ainda no feriado de Finados, os petropolitanos também terão outra vantagem: poderão visitar gratuitamente o palácio. O benefício é parte do projeto “O Museu é nosso”, que concede gratuidade a esse público em todas as quartas-feiras e todo último domingo do mês.

 

No feriadão do dia 15 de novembro, também haverá edições especiais do Som e Luz. As apresentações ocorrerão nos dias 13 (domingo) e 14 (segunda), às 20h. Assim como no dia 02, petropolitanos terão ingressos promocionais a R$ 5.

 

Como o feriado da Proclamação da República será em uma terça-feira, o Museu Imperial abrirá para visitação, excepcionalmente, na segunda-feira, dia 14, de forma a atender aos turistas que estarão na cidade. O funcionamento será no horário normal, das 11h às 18h. Na data, petropolitanos e moradores da cidade também terão entrada gratuita.

 

É importante ressaltar que, devido à abertura na segunda, o Museu Imperial estará fechado na quarta-feira, dia 16. O fechamento ocorrerá porque a equipe do Museu necessita de um dia na semana para realizar atividades de manutenção e limpeza do palácio e anexos.

 

Em ambos os feriados, a Casa de Cláudio de Souza, pertencente ao Museu Imperial, também estará aberta à visitação, das 11h às 18h, com entrada gratuita. O espaço possui uma exposição permanente que recria, através de móveis e objetos originais, a vida do escritor em sua residência de verão em Petrópolis. No local, é possível consultar também a biblioteca de Cláudio de Souza, composta de 660 obras.

 

Para mais informações sobre a programação do Museu Imperial, entre em contato pelos telefones (24) 2245-4668 ou (24) 2245-8962, pelo e-mail mimp.promocao@museus.gov.br ou acesse www.museuimperial.gov.br.

 

Já para consultar sobre a Casa de Cláudio de Souza, os contatos são (24) 2245-3418 e mimp.casaclaudiodesouza@museus.gov.br.

Museu Imperial recebe representantes de institutos históricos

Museu Imperial recebe representantes de institutos históricos

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No último sábado, dia 22 de outubro, o Museu Imperial recebeu representantes de institutos históricos de todo o país, incluindo o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Eles assistiram a uma palestra sobre o Projeto DAMI – Digitalização do Acervo do Museu Imperial e visitaram o palácio.

 

Os acadêmicos estavam no estado para participar do V Colóquio dos Institutos Históricos Brasileiros, no IHGB (Rio de Janeiro), que ocorreu nos dias 19, 20 e 21. O evento no Museu Imperial foi considerado um “pós-encontro”, pois permitiu que continuassem os debates e reflexões.

 

O diretor do Museu, Maurício Vicente Ferreira Jr., deu as boas-vindas aos representantes dos institutos e apresentou o Museu Imperial e seu acervo. Ele ressaltou ainda a profunda ligação entre o Museu e o IHGB. “D. Pedro II, que viveu parte de sua vida neste palácio, foi também fundador e patrono do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ponto de partida para os institutos regionais”.

 

O professor Arno Wehling, diretor do IHGB, lembrou que essa relação histórica se dá até os dias de hoje. “O Museu Imperial tem sido um grande parceiro e amigo do IHGB”, afirmou, referindo-se, entre outras parcerias, à realização de reuniões anuais da Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas (CEPHAS), do IHGB, no Museu Imperial, sempre próximas ao dia 2 de dezembro, em comemoração ao aniversário de d. Pedro II.

 

Em seguida, o coordenador administrativo do Museu Imperial e coordenador geral do DAMI, Sérgio Abrahão, apresentou o projeto. “A difusão e a valorização do acervo cultural são considerados indispensáveis para o cumprimento do papel social pertinente aos museus. Por isso, o Projeto DAMI tem o objetivo de digitalizar os cerca de 300 mil itens do acervo do Museu Imperial, visando à preservação, difusão e gestão desse acervo”.

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Segundo Abrahão, no processo de digitalização, a preservação ocorre porque evita o manuseio do original; a difusão, porque permite a qualquer pessoa ter acesso a esse acervo; e a gestão, porque é feito um trabalho técnico com cada item de catalogação e elaboração de metadados a partir de um vocabulário controlado.

 

O coordenador técnico do Projeto DAMI, Plácido Rios Moreira Júnior, também falou ao público, apresentando o trabalho desenvolvido. “Um dos aspectos importantes do projeto, e também um desafio, foi a integração das bases de dados dos três setores: Museologia, Arquivo Histórico e Biblioteca. Cada tipo de acervo tem suas especificidades e nomenclaturas próprias, então, tivemos que encontrar campos em comum para facilitar ao usuário na hora de realizar uma busca”.

 

Ele ressaltou que o trabalho do DAMI não consiste apenas em digitalizar uma peça, livro ou documento. “Nós fornecemos todas as informações sobre aquele item, para dar subsídios à pesquisa do usuário”, disse. Plácido Rios apresentou ainda as oito coleções já digitalizadas e disponíveis no portal do Museu Imperial – contendo livros, documentos escritos, fotografias, joias, móveis, instrumentos musicais, peças de vestuário, entre outras – e falou sobre os projetos futuros.

 

Após as apresentações e um debate sobre a importância da digitalização e difusão dos acervos patrimoniais, os acadêmicos foram conduzidos pelo diretor do Museu Imperial em uma visita guiada pelo palácio.

Aniversário do escritor Cláudio de Souza é comemorado com encenação de suas peças

Aniversário do escritor Cláudio de Souza é comemorado com encenação de suas peças

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Na última quinta, dia 20 de outubro, comemoraram-se os 135 anos de nascimento do escritor e dramaturgo Cláudio de Souza. Na data, o Teatro Experimental Petropolitano (TEP), em parceria com a Academia Petropolitana de Letras, realizou uma leitura dramatizada de peças do autor na Casa de Cláudio de Souza, pertencente ao Museu Imperial.

 

Foram encenados atos das obras Eu Arranjo Tudo (1915), A Matilha (1924) e Flores de Sombra (1916), com participação dos atores do TEP Janine Meirelles, Fernanda Mury, Silvio Rafael, Joaquim Eloy, Patrícia Ávila e Sylvio Adalberto. Além disso, para ilustrar a época em que viveu Cláudio de Souza, foram apresentadas as cortinas poéticas: Bon Soir Mademoiselle la Lune!, ambientada na belle époque, e  Os Amores de Colombina, recordando  o teatro clássico italiano, ambos de J. Eloy Santos.

 

Fundado em 1956, o Teatro Experimental Petropolitano é um dos ícones do teatro da cidade. Desde sua fundação, encenou obras de diversos autores brasileiros, estrangeiros e petropolitanos.

 

Cláudio de Souza

 

Natural de São Roque (SP), Cláudio Justiniano de Souza (1876-1954) era filho de Cláudio Justiniano de Souza e Antônia Barbosa de Souza. Sua inclinação para a escrita começou bem cedo, colaborando para os jornais cariocas O Correio da Tarde e A Cidade do Rio a partir dos 16 anos de idade.

 

Em 1897, formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou para São Paulo, clinicando na capital e lecionando na Faculdade de Farmácia, hoje pertencente à Universidade de São Paulo.

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Em 1898, publicou seu primeiro trabalho, Os nevropatas e os degenerados, ao mesmo tempo em que continuou contribuindo para jornais por meio de pseudônimos. Sua estreia no teatro ocorreu em 1915, com a comédia Eu arranjo tudo. Pouco depois, apresentou Flores de sombra, que se tornou uma obra de grande influência no teatro brasileiro.

 

Membro-fundador da Academia Paulista de Letras, em 1909, abandonou definitivamente a medicina em 1913, passando a dedicar-se às viagens pelo mundo e à literatura. Casado com a Sra. Luísa leite de Souza, filha do barão do Socorro, fixou residência no Rio de Janeiro.

 

Escreveu inúmeras peças teatrais, artigos e textos científicos. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1924, ocupou a cadeira de número 29 (cujo patrono é Martins Pena). Presidiu a ABL por duas vezes, em 1938 e 1946, tendo então dirigido as comemorações do cinquentenário daquela instituição.

 

A Casa de Cláudio de Souza

Em 1956, a viúva de Cláudio de Souza, dona Luísa, doou sua casa em Petrópolis, junto com seu acervo, ao Museu Imperial. Hoje, o espaço funciona como um museu e centro cultural dedicado a seu antigo proprietário, com móveis e objetos originais da casa, além da biblioteca do escritor, com 660 obras.

 

A Casa de Cláudio de Souza pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 11h às 18h, com entrada gratuita. Atualmente, além da exposição permanente, o público pode conhecer também a exposição temporária “O olhar feminino na literatura de Cláudio de Souza”, que aborda como o universo feminino era retratado pelo escritor não somente em seus livros e peças, mas também nos artigos que escrevia para a Revista Feminina sob o pseudônimo de Anna Rita Malheiros.