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Museu Imperial amplia horário de visitação de escolas

Museu Imperial amplia horário de visitação de escolas
 
Devido ao alto fluxo de visitas de escolas no final do ano, o Museu Imperial ampliou o horário de atendimento a esses grupos. Entre 16 de novembro e 16 de dezembro, os colégios poderão começar o tour às 10h, enquanto o horário para os demais visitantes continua tendo início às 11h.
 
Segundo a coordenadora do Setor de Educação do Museu, Regina Resende, a medida tem como objetivo aumentar a qualidade do atendimento aos estudantes. “Não iremos aumentar o número de visitas por dia, mas sim ampliar o espaço entre elas. Desse modo, poderemos preservar o tempo ideal de visitação, que é em torno de uma hora, diminuir a espera do grupo seguinte e, consequentemente, aumentar a qualidade dessa visita”, afirmou.
 
Para realizar a visitação, é preciso que as escolas façam um agendamento prévio junto ao Setor de Educação, através do telefone (24) 2245-7735.
 
Regina explica que esse agendamento é importante devido ao alto fluxo de colégios nos meses de outubro, novembro e dezembro. “Só em outubro, recebemos 11.500 estudantes. Estabelecemos uma média de 600 alunos por dia, que, por questões de segurança, não deve ser ultrapassada”.
 
Caso a experiência seja bem-sucedida, o aumento no horário de visitação será repetido futuramente em todos os períodos de alto fluxo de escolas.
 
 
Visitação de escolas
Entre 16 de novembro e 16 de dezembro: de terça a domingo, das 10h às 18h
Após 16 de dezembro: de terça a domingo, das 11h às 18h
Contato para agendamento prévio: (24) 2245-7735
 

Museu Imperial promove restauração do pórtico de pedra do Palácio

Museu Imperial promove restauração do pórtico de pedra do Palácio
 
Na segunda-feira, 8 de novembro, o Museu Imperial dá início ao restauro do pórtico em Cantaria da fachada principal do Palácio. A intervenção é necessária devido ao grau de deterioração em que se encontra aquela antiga estrutura do Palácio, causada pelas condições ambientais e por intervenções inadequadas realizadas ao longo do tempo.
 
Devido ao pórtico ter sido construído em granito, seu restauro requer mão de obra técnica especializada e, por isso, foi realizada uma licitação específica. A empresa vencedora foi o Atelier Histórica Arquitetura e Restauração, a mesma que trabalhou nos restauros do Theatro Municipal, da Casa França-Brasil e da Casa Daros, no Rio de Janeiro.
 
Andrea Polônio, restauradora da empresa contratada, trabalha com patrimônios tombados há 14 anos e destaca a importância da mão de obra especializada. “A metodologia deve ser a menos agressiva possível, respeitando a integridade do material”. Conforme explicou, o método a ser usado no pórtico será o mesmo utilizado em outros monumentos de pedra pelo mundo, como, por exemplo, a Catedral de Notre Dame, na França.
 
A intervenção conta com aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A anuência desse órgão é importante para garantir que a conservação seja feita de forma correta e não prejudique a estrutura.
 
A diretora do Escritório Técnico do Iphan - Região Serrana, Erika Machado, ressalta que o órgão apoia iniciativas como essa, de conservação e restauração de bens tombados. “São essas ações periódicas que permitem a preservação dos bens culturais e sua sobrevivência para futuras gerações. O Museu Imperial é um bem de importância não só local, mas também nacional”, declarou.
 
Alteração no acesso
 
Devido ao pórtico estar na principal entrada do Museu Imperial, o acesso será alterado, garantindo a segurança do público durante todo o período da obra. A entrada e a saída do Palácio passarão ocorrer pela sala de exposições temporárias, na ala direita do prédio.
 
O pórtico
 
O pórtico de pedra, elemento de grande importância na arquitetura do Palácio, foi construído no final da primeira metade do século XIX, fazendo parte de uma tradição em cantaria do Brasil.
 
Nas mais antigas e nobres edificações brasileiras, a pedra era aplicada nas alvenarias e na decoração das fachadas e interiores. Quanto maior a riqueza ornamental em pedra, mais importante e imponente era a edificação. A escolha do tipo de rocha a ser utilizada variava conforme o serviço a ser executado e a região do país. No caso do Pórtico do Palácio Imperial, o material escolhido foi o granito.
 
Constituído por uma estrutura em abóbada, o Pórtico tem apoiado sobre ele um terraço (ou varanda) guarnecido por balaustradas, intercaladas com pedestais encimados por jarrões em mármore. Os arcos que compõem o conjunto são ladeados por pilastras de inspiração jônica, o que remete ao gosto neoclássico predominante naquela época.
 
O restauro
 
A intervenção em um bem de tamanha importância histórica deve ser sempre amparada por critérios claros. As discussões e teorias atuais preconizam o atendimento a três elementos básicos para a execução de restaurações arquitetônicas: mínima intervenção, compatibilidade e reversibilidade.
 
Atendendo a estas diretivas e considerando os materiais em questão, foi estabelecida uma linha de conduta para intervenção que resgate a integridade do conjunto e respeite os limites de historicidade impressos em sua superfície.
 

Museu Imperial é destaque na edição 2011 do Guia Quatro Rodas

Museu Imperial é destaque na edição 2011 do Guia Quatro Rodas

O Museu Imperial ganhou destaque no Guia Quatro Rodas Brasil 2011, um dos maiores e principais guias turísticos do país. O MI recebeu cinco estrelas – a pontuação máxima atribuída pela publicação – sendo o único dos museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura a alcançar semelhante êxito.

Segundo o Guia, o Museu merece cinco estrelas porque “parece até que a família imperial deixou o local há pouco tempo, de tão preservados que estão o prédio e o acervo, repleto de relíquias históricas. O cenário transporta você para a época do Segundo Reinado (1840/1889)”. A publicação chama a atenção ainda para o belo jardim e o espetáculo Som e Luz, que acontece de quinta a domingo, às 20h.

O Guia Quatro Rodas traz também um infográfico que mapeia todo o Palácio e fornece informações adicionais sobre os principais ambientes. Aparecem em destaque a Sala de Estado, o Gabinete do Imperador, a Sala das Joias, a Sala do Primeiro Reinado, a Sala da Coroa, a Sala Dourada e a Sala de Música.

O Museu Imperial fica localizado à Rua da Imperatriz, 220, Centro, Petrópolis. Para mais informações, acesse www.museuimperial.gov.br.

Museu Imperial realiza reformas para preservar patrimônio histórico nacional

Museu Imperial realiza reformas para preservar patrimônio histórico nacional

Para garantir a integridade física das edificações sob sua responsabilidade, o Museu Imperial inicia a reforma da Casa Cláudio de Souza. A obra teve início nesta segunda-feira, dia 25 de outubro.

A reforma tem como objetivo conservar esse patrimônio histórico e cultural da cidade de Petrópolis e do país. Serão realizadas pinturas e recuperação de pisos, paredes, esquadrias e instalações.

O prédio, construído no final do século XIX, foi doado à União em 1956 por dona Luiza Leite de Souza, viúva do acadêmico Cláudio de Souza, para ser anexado ao Museu Imperial e receber atividades culturais. A doação foi aceita pelo Decreto nº 39.446/1956, assinado pelo presidente Juscelino Kubitschek. A casa foi tombada juntamente com o conjunto urbano-paisagístico de Petrópolis em 1980.

Para ampliar, ainda mais, sua relação com a municipalidade, o Museu Imperial abriga, na Casa Cláudio de Souza, a Academia Brasileira de Poesias, as Academias Petropolitanas de Educação e de Letras e o Instituto Histórico de Petrópolis. Durante o período de obras, as atividades das referidas entidades ocorrerão no Auditório e na Sala Multimídia do Museu Imperial.

::Cláudio de Souza (1876-1954)::

Natural de São Roque (SP), Cláudio de Souza era filho de Cláudio Justiniano de Souza e Antônia Barbosa de Souza. A inclinação para a escrita começou bem cedo em sua vida, colaborando para os jornais cariocas O Correio da Tarde e A Cidade do Rio. Em 1897, formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou para São Paulo, clinicando na capital e lecionando na Faculdade de Farmácia, hoje pertencente à Universidade de São Paulo.

Ao mesmo tempo, continuou contribuindo para jornais utilizando pseudônimos. Membro-fundador da Academia Paulista de Letras, em 1909, abandonou definitivamente a medicina em 1913, passando a dedicar-se às viagens pelo mundo e à literatura. Casado com a Sra. Luísa leite de Souza, filha do barão do Socorro, fixou residência no Rio de Janeiro.

Escreveu inúmeras peças teatrais, artigos e textos científicos. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1924, ocupou a cadeira de número 29 (cujo patrono é Martins Pena). Presidiu a ABL por duas vezes, em 1938 e 1946, tendo então dirigido as comemorações do cinqüentenário daquela instituição.

Em 1956, a viúva d. Luísa Leite de Souza fez a doação da edificação, livros, fotografias, e demais objetos do escritor ao Museu Imperial.