Museu Imperial realiza reformas para preservar patrimônio histórico nacional

Para garantir a integridade física das edificações sob sua responsabilidade, o Museu Imperial inicia a reforma da Casa Cláudio de Souza. A obra teve início nesta segunda-feira, dia 25 de outubro.

A reforma tem como objetivo conservar esse patrimônio histórico e cultural da cidade de Petrópolis e do país. Serão realizadas pinturas e recuperação de pisos, paredes, esquadrias e instalações.

O prédio, construído no final do século XIX, foi doado à União em 1956 por dona Luiza Leite de Souza, viúva do acadêmico Cláudio de Souza, para ser anexado ao Museu Imperial e receber atividades culturais. A doação foi aceita pelo Decreto nº 39.446/1956, assinado pelo presidente Juscelino Kubitschek. A casa foi tombada juntamente com o conjunto urbano-paisagístico de Petrópolis em 1980.

Para ampliar, ainda mais, sua relação com a municipalidade, o Museu Imperial abriga, na Casa Cláudio de Souza, a Academia Brasileira de Poesias, as Academias Petropolitanas de Educação e de Letras e o Instituto Histórico de Petrópolis. Durante o período de obras, as atividades das referidas entidades ocorrerão no Auditório e na Sala Multimídia do Museu Imperial.

::Cláudio de Souza (1876-1954)::

Natural de São Roque (SP), Cláudio de Souza era filho de Cláudio Justiniano de Souza e Antônia Barbosa de Souza. A inclinação para a escrita começou bem cedo em sua vida, colaborando para os jornais cariocas O Correio da Tarde e A Cidade do Rio. Em 1897, formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou para São Paulo, clinicando na capital e lecionando na Faculdade de Farmácia, hoje pertencente à Universidade de São Paulo.

Ao mesmo tempo, continuou contribuindo para jornais utilizando pseudônimos. Membro-fundador da Academia Paulista de Letras, em 1909, abandonou definitivamente a medicina em 1913, passando a dedicar-se às viagens pelo mundo e à literatura. Casado com a Sra. Luísa leite de Souza, filha do barão do Socorro, fixou residência no Rio de Janeiro.

Escreveu inúmeras peças teatrais, artigos e textos científicos. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1924, ocupou a cadeira de número 29 (cujo patrono é Martins Pena). Presidiu a ABL por duas vezes, em 1938 e 1946, tendo então dirigido as comemorações do cinqüentenário daquela instituição.

Em 1956, a viúva d. Luísa Leite de Souza fez a doação da edificação, livros, fotografias, e demais objetos do escritor ao Museu Imperial.