Sala do Senado                                                            



 
D. PEDRO II  NA ABERTURA DA ASSEMBLÉIA GERAL

óleo sobre tela
assinado
1872
2,880 X 2,050 m

Pedro Américo de Figueiredo e Melo
(1843 - 1905)

Cerimônia realizada no Senado do Império, em 3 de maio de 1872. O quadro é também conhecido como "Fala do Trono", referindo-se ao discurso do Imperador na abertura e no encerramento da Assembléia Geral.

FALA DO TRONO

A referida cerimônia repetia-se anualmente na abertura e no encerramento da Assembléia Geral. Esta era a única ocasião em que o Imperador era visto portando a Coroa Imperial, o Cetro e os trajes majestáticos. Na tela vêem-se os seguintes personagens: em torno da mesa retangular, à esquerda, em segundo plano, o Visconde de Abaeté, Antonio Paulino Limpo de Abreu, presidente do Senado, presidindo a sessão; o Marquês (depois Duque) de Caxias, Luiz Alves de Lima, senador e conselheiro extraordinário; o Visconde do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos, senador, conselheiro ordinário, presidente do Gabinete e ministro da Fazenda; João Alfredo Correia de Oliveira, ministro da Pasta do Império.

Ao fundo, da esquerda para a direita, Zacarias de Gois e Vasconcelos, deputado pela Bahia; Francisco Otaviano de Almeida Rosa, e Jerônimo José Teixeira Júnior, presidente da Câmara dos Deputados. Na tribuna imperial estão a Imperatriz, a Princesa Isabel e o Conde d'Eu, e, ao fundo, em pé, o Marquês de Tamandaré, Joaquim Marques Lisboa, Veador da Imperatriz.

PEDRO AMÉRICO DE FIGUEIREDO E MELO

Nasceu na então Província de Pernambuco e faleceu na Itália. Pintor, desenhista e professor.
Muito cedo obteve permissão paterna para acompanhar, na qualidade de desenhista, a Missão Científica do naturalista francês Louis  Jacques Brunet.
Em 1854 transferiu-se para o Rio de Janeiro e logo se matriculou no Colégio D. Pedro II. Em 1855 foi estudar na Academia Imperial de Belas Artes. Na qualidade de bolsista do Imperador D. Pedro II, partiu para a Europa no ano de 1859. Viajou para a França. Foi discípulo de Ingres, Léon Cogniet e Horace Vernet.