ADEREÇO
DE FILIGRANA DA IMPERATRIZ D. LEOPOLDINA
ouro
lavores cinzelados e gravados
esmalte branco
esmeraldas e rubis orientais
presumivelmente manufatura brasileira do começo do reinado de D. Pedro
I
O colar e os brincos formados por 14 esferas armilares, cada uma
representando uma Província do Império do Brasil, com um listel, de
esmalte branco, com o respectivo nome: Pará, Goyas (sic), Ceará,
Alagoas, Santa Catherina (sic), Gran-Pará (sic), Pernambuco, Rio
Grande, Parahyba (sic), Sergipe, S. Pedro, Esperito (sic) Santo, Bahia.
No centro do colar, uma coroa imperial cravejada com 19 esmeraldas e 17
rubis encimada de um globo crucífero em que se engasta uma esmeralda.
No pingente, três esferas armilares, com a gravação eclíptica: S.
Paulo, Rio de Janairo (sic), Minas Geraes (sic).
Nos brincos, o nome das províncias do Maranhão e Matto (sic)
Grosso.
Carolina Josefa Leopoldina, 1ª Imperatriz do Brasil, Arquiduquesa da
Áustria, nasceu a 22 de janeiro de 1797 no Palácio de Schönbrunn, em
Viena, e morreu no Rio de Janeiro, a 11 de dezembro de 1826. Filha de
Francisco I da Áustria e II da Alemanha, e de Maria Teresa Carolina de
Bourbon. Casou-se com o Príncipe D. Pedro, por procuração, em Viena,
em 13 de maio de 1817. Chegou ao Rio de Janeiro a 6 de novembro, depois
de uma viagem de 83 dias. Por seu apoio à campanha de 1822 mereceu dos
brasileiros o cognome de "Paladina da Independência". Faleceu
em conseqüência de um parto prematuro. Seu corpo embalsamado foi
recolhido ao Convento da Ajuda e depois transferido para o de Santo
Antônio, no Rio de Janeiro, de onde foi trasladado para o Monumento do
Ipiranga, em São Paulo. Deixou os seguintes filhos: D. Maria da
Glória, mais tarde D. Maria II, rainha de Portugal; D. Januária,
Condessa D'Áquila; D. Francisca, Princesa de Joinville; e D. Pedro II,
Imperador do Brasil.