Exposições Virtuais

Artistas Italianos no Brasil Imperial

 

Como parte das comemorações do Momento Itália-Brasil 2011-2012, o Museu Imperial apresenta a exposição “Artistas Italianos no Brasil Imperial”. Com pinturas, gravuras, joias, esculturas, livros e objetos, entre outras peças, a mostra expõe obras de artistas da península itálica que vieram ao Brasil e/ou retrataram aspectos brasileiros durante o século XIX.

 

A exposição apresenta 31 obras de autores consagrados, como Nicolao Fachinetti, Edoardo de Martino e Alessandro Cicarelli, e desconhecidos do grande público, dentre eles Natale Schiavoni, Umberto Cavina, Giovanni Pagani e Carlo Ferrario.

 

Destacam-se ainda obras do príncipe-artista Luigi di Borbonne, o conde d´Áquila, príncipe das Duas Sicílias e cunhado do imperador d. Pedro II. Também é possível conferir as charges políticas de Angelo Agostini, editor de célebres jornais ilustrados da segunda metade do século XIX.

 

Informações:

 

Período: 16 de março a 05 de agosto de 2012

Local: Sala de Exposições Temporárias

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 11h às 18h

Entrada: incluída no ingresso de visitação ao palácio - R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia)

Curadoria: Maurício Vicente Ferreira Jr., diretor do Museu Imperial


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Em torno da Floresta

 

Como parte da programação do Museu Imperial em homenagem à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, foi inaugurada em 16 de junho de 2012 a exposição “Em torno da floresta”.

 

A mostra apresenta quadros e instalações da artista plástica Vera Patury e obras criadas pelo público em oficinas coordenadas por ela no Museu Imperial, entre 11 e 15 de junho. Nas oficinas, a partir de teares e sisais, crianças e adultos criaram obras de arte coletivas, “tecendo a Mata Atlântica”. Inserido no conceito de “work in progress”, o projeto propôs que cada um continuasse a obra iniciada pelo outro.

 

As oficinas e a exposição têm como objetivo despertar o interesse para a questão ambiental, em especial para a importância da preservação da Mata Atlântica.

 

Informações:

 

Período: 16 de junho a 29 de julho de 2012

Local: Pátio Lourenço Luiz Lacombe e Sala da Batalha de Campo Grande

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 11h às 18h

Entrada: gratuita

Coordenação: Vera Patury

 

Exposição:

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Oficinas:

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A Fotografia

D. Pedro II tinha grande paixão pela fotografia e é considerado um dos primeiros fotógrafos do Brasil. Em seus diários, há diversos trechos que falam sobre a fotografia, que mostram sua paixão pela invenção surgida no século XIX.

A data oficial de invenção da fotografia é 19 de agosto de 1839, quando a inovação foi anunciada na Academia de Ciências da França. Contudo, estudos e experiências envolvendo a captura de imagem já vinham se desenvolvendo anos antes.

A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Em 1827, Louis Jacques Daguerre cria uma sociedade com Niépce e, após a morte deste, em 1833, continua seu trabalho. Em 1838, Daguerre declara que conseguiu fixar uma imagem através da técnica que ficou conhecida como daguerreótipo. O governo francês, então, compra a patente e anuncia que colocou a técnica em domínio público.

No Brasil, ainda na década de 1830, o franco-brasileiro Antoine Hercule Florence já vinha desenvolvendo experiências com a fotografia. Apesar de não ter tido reconhecimento na época, o historiador Boris Kossoy resgatou sua trajetória e, em 1976, publicou “Hercule Florence: a descoberta isolada da fotografia no Brasil”, em que afirmava que Florence foi um dos pioneiros mundiais da fotografia. Um dos pontos principais apontados é o fato de que, ao contrário do daguerreótipo, que só produzia positivos, a técnica de Florence (que ele mesmo denominou à época “photographie”) produzia negativos, permitindo, assim, a reprodução.

Em janeiro de 1840, houve outro marco da história da fotografia no Brasil: o capitão de um navio que aportou no Rio de Janeiro trazia consigo um daguerreótipo e capturou uma imagem da cidade. No dia 17 de janeiro, o Jornal do Commercio fala da demonstração: “se via que a coisa tinha sido feita pela própria mão da natureza e quase sem intervenção do artista”.

Além do daguerreótipo, há ainda outras técnicas comuns no século XIX. Entre elas, estão o albúmen, o ambrótipo, o ferrótipo e a calotipia ou talbotipia.

Estereoscópio de mesa - Madeira. Fabricação francesa. La Taxiphote. 0,458 x 0,280 x 0,270 x 0,285m. Doação de Luiz Alberto de Sanson.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.

Estereoscópio - Ferro. Fabricação francesa. Jules Richard. 0,136 x 0,070m. Doação de Luiz Alberto de Sanson. Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.   

Estereoscópio ou Verascópio Richard - Madeira. 0,160 x 0,170 x 1,110m. Doação de Luiz Alberto de Sanson.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial. 

Anúncio de estúdio de fotografia do século XIX. Almanak Laemmert, 1879, seção Notabilidades, página 60.  Acervo da Biblioteca do Museu Imperial.

Diferentes técnicas de captação de imagens.    

Carta de d. Pedro II à sua madrasta, d. Amélia, na qual menciona fotografias que havia feito em Paris e sua intenção de tornar a ver a imperatriz viúva em Lisboa. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição de trecho:

Mando-lhe as minhas photografias para a condessa e a baronesa. As que fiz em Paris parece-me que são as melhores e tem mais o cunho do viajante.

Trecho do diário de d. Pedro II. 24 de junho de 1861. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Aproveitei o tempo em casa até 9 que almocei, e o mesmo fiz depois partindo para a cidade. Parei perto do portão da saída do jardim para que um daguerreotipista tirasse a vista, que me consta não ter ficado bom e chegando defronte da casa da Câmara da cidade, o presidente fez parar a minha caleça.        

Trecho do diário de d. Pedro II. 12 de junho de 1871. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Vi uma fotografia de meus netinhos que estão lindíssimos.
Como o José lembra sua mãe!
A vista é com efeito belíssima, mas cada vez que reparo mais nela sinto a calvície das montanhas.   

Trecho do diário de d. Pedro II. 28 de agostode 1875. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Segui para casa e daí fui à fotografia de Gaspar e Carneiro. Tirei meu retrato 2 vezes. Creio que não saiu bom.    

Trecho do diário de d. Pedro II. 13 de maiode 1891. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Versailles. Almocei bem. Conversei longamente com um que obteve as cores pela fotografia, mas por modo diferente de Lippmann. Fiquei de ir à casa dele.

 

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A Astronomia

D. Pedro II foi um grande entusiasta das ciências, em especial a Astronomia. Não por acaso, a Sociedade Brasileira de Astronomia escolheu o imperador como o “Patrono da Astronomia no Brasil” e selecionou o dia do seu aniversário, 2 de dezembro, para se comemorar o Dia Nacional da Astronomia.

O interesse do imperador pela disciplina foi tanto que chegava a descrever fenômenos astronômicos em seus diários pessoais. Além disso, mantinha contato com astrônomos, como os franceses Emmanuel Liais, que lhe dedicou dois de seus livros, e Camille Flamarion.

O imperador foi ainda um dos grandes patronos do Imperial Observatório do Brasil (criado em 15 de outubro de 1827 por seu pai, d. Pedro I), chegando a ceder alguns de seus instrumentos astronômicos pessoais para a instituição. Além disso, nomeou astrônomos de renome para a diretoria do Observatório, como o próprio Emmanuel Liais.

Óculo de alcance de metal e vidro. Tripé de madeira. Pertenceu a Dom Pedro II. Dim. Óculo 1,35mm x 0,075m; Tripé: 1,37 (altura). S/d. Doação de Antonio Dias Lima.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.      

Marfim. Fabricação francesa. E. Wrench. 0,055m. Pertenceu ao almirante Theodoro de Beaurepaire. Doação da Família Beaurepaire.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.    

Caricatura retratando d. Pedro II - Revista Illustrada. Ano 7, nº 317, 1882.  Acervo da Biblioteca do Museu Imperial.

LIAIS, Emmanuel. L’Espace Celeste ou Description de l’Univers. Livro que pertenceu ao imperador d. Pedro II.  Acervo da Biblioteca do Museu Imperial.       

Carta de Emmanuel Liais a d. Pedro II oferecendo um exemplar do livro L’Espace Celeste. 24 de janeiro de 1865. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial. 

Trecho do diário de d. Pedro II. 30 de abril 1891.  Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Estou admirando a fotografia da lua – com efeito é o aumento direto de 15 vezes – a idade da lua era de 167 horas.

Trecho do diário de d. Pedro II. 16 de maio de 1891.  Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

A 23 haverá eclípse total da lua visível em parte em Paris. Entrada no perímetro da terra às 4h 50’ da tarde... Grandeza do eclipse 1299 de diâmetro da lua. Como a 23 a lua nasce em Paris às 7h 44’ da tarde, só se observará o fenômeno no fim saindo a lua da sombra às 8h 26’ e da penumbra às 9h 31’.

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