Exposições Virtuais

 

A Fotografia

D. Pedro II tinha grande paixão pela fotografia e é considerado um dos primeiros fotógrafos do Brasil. Em seus diários, há diversos trechos que falam sobre a fotografia, que mostram sua paixão pela invenção surgida no século XIX.

A data oficial de invenção da fotografia é 19 de agosto de 1839, quando a inovação foi anunciada na Academia de Ciências da França. Contudo, estudos e experiências envolvendo a captura de imagem já vinham se desenvolvendo anos antes.

A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Em 1827, Louis Jacques Daguerre cria uma sociedade com Niépce e, após a morte deste, em 1833, continua seu trabalho. Em 1838, Daguerre declara que conseguiu fixar uma imagem através da técnica que ficou conhecida como daguerreótipo. O governo francês, então, compra a patente e anuncia que colocou a técnica em domínio público.

No Brasil, ainda na década de 1830, o franco-brasileiro Antoine Hercule Florence já vinha desenvolvendo experiências com a fotografia. Apesar de não ter tido reconhecimento na época, o historiador Boris Kossoy resgatou sua trajetória e, em 1976, publicou “Hercule Florence: a descoberta isolada da fotografia no Brasil”, em que afirmava que Florence foi um dos pioneiros mundiais da fotografia. Um dos pontos principais apontados é o fato de que, ao contrário do daguerreótipo, que só produzia positivos, a técnica de Florence (que ele mesmo denominou à época “photographie”) produzia negativos, permitindo, assim, a reprodução.

Em janeiro de 1840, houve outro marco da história da fotografia no Brasil: o capitão de um navio que aportou no Rio de Janeiro trazia consigo um daguerreótipo e capturou uma imagem da cidade. No dia 17 de janeiro, o Jornal do Commercio fala da demonstração: “se via que a coisa tinha sido feita pela própria mão da natureza e quase sem intervenção do artista”.

Além do daguerreótipo, há ainda outras técnicas comuns no século XIX. Entre elas, estão o albúmen, o ambrótipo, o ferrótipo e a calotipia ou talbotipia.

Estereoscópio de mesa - Madeira. Fabricação francesa. La Taxiphote. 0,458 x 0,280 x 0,270 x 0,285m. Doação de Luiz Alberto de Sanson.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.

Estereoscópio - Ferro. Fabricação francesa. Jules Richard. 0,136 x 0,070m. Doação de Luiz Alberto de Sanson. Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial.   

Estereoscópio ou Verascópio Richard - Madeira. 0,160 x 0,170 x 1,110m. Doação de Luiz Alberto de Sanson.  Acervo do setor de Museologia do Museu Imperial. 

Anúncio de estúdio de fotografia do século XIX. Almanak Laemmert, 1879, seção Notabilidades, página 60.  Acervo da Biblioteca do Museu Imperial.

Diferentes técnicas de captação de imagens.    

Carta de d. Pedro II à sua madrasta, d. Amélia, na qual menciona fotografias que havia feito em Paris e sua intenção de tornar a ver a imperatriz viúva em Lisboa. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição de trecho:

Mando-lhe as minhas photografias para a condessa e a baronesa. As que fiz em Paris parece-me que são as melhores e tem mais o cunho do viajante.

Trecho do diário de d. Pedro II. 24 de junho de 1861. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Aproveitei o tempo em casa até 9 que almocei, e o mesmo fiz depois partindo para a cidade. Parei perto do portão da saída do jardim para que um daguerreotipista tirasse a vista, que me consta não ter ficado bom e chegando defronte da casa da Câmara da cidade, o presidente fez parar a minha caleça.        

Trecho do diário de d. Pedro II. 12 de junho de 1871. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Vi uma fotografia de meus netinhos que estão lindíssimos.
Como o José lembra sua mãe!
A vista é com efeito belíssima, mas cada vez que reparo mais nela sinto a calvície das montanhas.   

Trecho do diário de d. Pedro II. 28 de agostode 1875. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Segui para casa e daí fui à fotografia de Gaspar e Carneiro. Tirei meu retrato 2 vezes. Creio que não saiu bom.    

Trecho do diário de d. Pedro II. 13 de maiode 1891. Acervo do Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Transcrição:

Versailles. Almocei bem. Conversei longamente com um que obteve as cores pela fotografia, mas por modo diferente de Lippmann. Fiquei de ir à casa dele.

 

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